Plataforma inteligente auxilia produtores rurais a otimizar a gestão de insumos e maximizar a rentabilidade (Arte: Divulgação)
Contribuir para a profissionalização da gestão no agro, trazendo uma abordagem orientada por dados para decisões comerciais e, através disso, elevar o nível de eficiência do setor, reduzir assimetrias de informação e fortalecer o posicionamento do produtor dentro da cadeia de valor. Essa é a proposta da FertiHedge, fintech que integra o SNASH, ecossistema de inovação apoiado pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).
“Nosso principal objetivo é transformar a gestão comercial na maior vantagem competitiva do produtor rural. Buscamos oferecer previsibilidade, reduzir riscos e aumentar a rentabilidade por meio de decisões baseadas em dados, inteligência artificial e organização estratégica das negociações”, detalha o engenheiro Agrônomo, cofundador e CEO da FertiHedge, Marco Antônio de Oliveira.

Plataforma FertiHedge Mercado. Imagem: Divulgação
Com MBA em Gestão Comercial e pós-graduação em Ciência de Dados, Oliveira conta que a FertiHedge surgiu a partir da vivência prática no agronegócio, onde identificamos uma dor recorrente: a dificuldade dos produtores em tomar decisões comerciais em um ambiente altamente volátil.
“Muitos ainda compram insumos e vendem produção sem apoio estruturado de dados, o que impacta diretamente a rentabilidade. A partir disso, desenvolvemos uma solução que integra tecnologia, dados e conhecimento agronômico para transformar esse cenário”, explica.
Impactos para o segmento

O cofundador e CEO da FertiHedge, Marco Antônio de Oliveira. Foto: Divulgação
De acordo com o CEO, ao melhorar a eficiência e a rentabilidade do produtor, a solução da FertiHedge contribui diretamente para a sustentabilidade econômica do agronegócio. “Isso impacta toda a cadeia, desde a produção de alimentos até a estabilidade de preços e segurança alimentar. Além disso, promovemos decisões mais conscientes e estruturadas, com potencial de evolução para práticas sustentáveis”, acrescenta.
Na visão do executivo, o agronegócio vive um momento de transformação, com maior acesso à tecnologia e crescente necessidade de gestão profissional. A tendência é que soluções baseadas em dados e inteligência artificial se tornem cada vez mais essenciais. Com isso, o produtor que conseguir antecipar movimentos de mercado terá uma vantagem competitiva significativa.
Diante desse cenário, Oliveira avalia que os principais desafios estão relacionados à volatilidade dos mercados, à falta de previsibilidade nas decisões comerciais e à dificuldade de acesso a informações estruturadas e confiáveis. “Além disso, há um desafio cultural na adoção de tecnologias e na mudança do modelo de decisão baseado apenas em experiência para um modelo orientado por dados”, observa.
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O que vem por aí?
Em relação aos próximos passos, Oliveira acredita que o futuro do agronegócio passa pela integração entre tecnologia, gestão e educação financeira. Ele cita, ainda,que a FertiHedge também tem como objetivo ampliar o nível de entendimento do produtor rural sobre operações mais sofisticadas de mercado, como derivativos, spreads e NDF, permitindo decisões mais estratégicas e alinhadas com a dinâmica global.
“Estamos atentos à crescente volatilidade dos mercados e às exigências cada vez maiores de compliance ambiental, que passam a influenciar diretamente o acesso a mercados e a formação de preços. Nesse contexto, estamos desenvolvendo, em parceria com outra startup, uma solução voltada à medição antecipada de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em plantios ainda em desenvolvimento”, revela Oliveira.

Plataforma FertiHedge Planner. Imagem: Divulgação
Segundo ele, essa ferramenta permitirá ao comprador selecionar fornecedores com base em critérios de sustentabilidade, com monitoramento desde o início do plantio até a colheita. “Além disso, abrirá oportunidades para que produtores acessem créditos e subsídios vinculados a boas práticas agrícolas, posicionando-os de forma competitiva em mercados cada vez mais exigentes. A FertiHedge se posiciona, assim, como uma ponte entre rentabilidade, inteligência de mercado e sustentabilidade no agro”, finaliza o CEO.
Redação A Lavoura








