Resultados mostraram que as aves alimentadas com minerais orgânicos bi-quelatados apresentaram redução expressiva em defeitos de carcaça relacionados à integridade da pele (Foto: Novus/Shutterstock)
Estudo realizado com cerca de oito milhões de frangos de corte em condições comerciais aponta que o uso de minerais orgânicos bi-quelatados na alimentação das aves pode reduzir significativamente problemas de pele e melhorar a qualidade das carcaças, contribuindo para diminuir perdas econômicas na indústria avícola.
A pesquisa, intitulada “Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions”, foi conduzida por Ana C. Ferreira, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bello Alimentos e Novus.
O trabalho avaliou os efeitos da substituição do sulfato de zinco por uma fonte de zinco bi-quelatado com análogo hidroxilado de metionina na dieta das aves.
Após quatro meses de avaliações em uma granja localizada na região Centro-Oeste do Brasil, os pesquisadores observaram que as aves alimentadas com minerais orgânicos bi-quelatados apresentaram redução expressiva em defeitos de carcaça relacionados à integridade da pele.
Segundo o estudo, a substituição de 120 partes por milhão (ppm) de zinco inorgânico por 40 ppm de zinco bi-quelatado resultou em uma queda aproximada de 70% nos defeitos de aparência e de 68% nas lesões totais de pele.
Impacto na indústria
De acordo com Kelen Zavarize, gerente de serviços técnicos da Novus no Brasil, os resultados têm impacto direto sobre a eficiência industrial.
“Esses são defeitos de grande importância econômica associados a condenações parciais e rebaixamento de carcaças. Os números apresentados mostram um impacto muito positivo em fatores que determinam perdas industriais, com potencial para reduzir o volume de cortes removidos, retrabalho e rebaixamento de produtos durante o processamento”, explica.
Ela explica que como resultado, a utilização da carcaça é ampliada e o produto final se torna mais padronizado, impactando diretamente a rentabilidade da produção.
Além dos benefícios observados na qualidade da pele, o levantamento também identificou melhora nas condições das patas das aves.
Segundo os pesquisadores, a inclusão de minerais bi-quelatados na dieta ajudou a reduzir a ocorrência de lesões mais severas, favorecendo a integridade do coxim plantar e o retorno sobre o investimento (ROI).
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Os minerais orgânicos bi-quelatados utilizados no estudo possuem uma estrutura química que favorece sua estabilidade no trato gastrointestinal, reduzindo a dissociação precoce e permitindo que o mineral seja liberado no local de absorção, o que pode aumentar sua disponibilidade para o organismo.
“Embora a suplementação mineral adequada contribua para a manutenção e possível atenuação da severidade de lesões já estabelecidas, o maior impacto é observado quando o manejo nutricional é adotado de forma preventiva. Nessa abordagem, há maior potencial de reduzir tanto a incidência quanto a gravidade das lesões, evitando sua progressão para níveis que resultem em perdas econômicas no abatedouro”, explica Zavarize
A especialista acrescenta que o manejo nutricional preventivo pode potencializar a absorção dos nutrientes pelas aves.
“Ao combinar manejo adequado com minerais orgânicos bi-quelatados confiáveis , os produtores avícolas podem ajudar na redução das interações negativas com fitato, fibra e outros minerais na dieta, promover maior absorção intestinal e maior biodisponibilidade em comparação com fontes inorgânicas”.
Além disso, o zinco fornecido contribui para a síntese proteica, proliferação celular e formação de queratina.
Fonte: Novus








