América do Sul consolida sua posição como epicentro global da inovação agrícola em 2026 (Arte: Divulgação)
O ano de 2025 foi um marco para a agricultura sul-americana, lançando as bases para um 2026 transformador. Só o Brasil registrou US$ 169,2 bilhões em exportações agrícolas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, reforçando a crescente influência da região nos sistemas alimentares globais. Ao mesmo tempo, o histórico acordo comercial UE-Mercosul, após 25 anos de negociações, criará uma zona de livre comércio abrangendo mais de 700 milhões de pessoas, representando quase 20% do PIB global.
Esses desenvolvimentos posicionam a América do Sul como um centro global de rastreabilidade, sustentabilidade e inovação na cadeia de suprimentos, especialmente porque as políticas climáticas europeias impulsionam a demanda por commodities livres de desmatamento e mais transparentes.
A volatilidade global reforça o papel estratégico da América do Sul
Em um contexto de mudanças tarifárias e tensões geopolíticas, a América do Sul está acelerando a inovação para manter sua competitividade e expandir o acesso a novos mercados. Regulamentos como o Regulamento da União Europeia sobre o Desmatamento (EUDR) estão impulsionando investimentos em rastreabilidade e sistemas de produção sustentáveis, áreas nas quais a região já se destaca graças às suas cadeias de suprimentos integradas e à alta produtividade derivada de múltiplas colheitas anuais.
Com a crescente demanda global por alimentos, a América do Sul está evoluindo de uma exportadora de commodities para um ator-chave na construção de sistemas alimentares resilientes e alinhados ao clima.
Investimento em inovação impulsiona o crescimento

Palestrantes. Arte: Divulgação
A América do Sul está consolidando sua posição como um centro de excelência em biotecnologia, agricultura regenerativa, inteligência artificial e robótica aplicada à agricultura, apoiada por robustos investimentos públicos e privados. O Brasil continua a atrair capital internacional, com US$ 77,7 bilhões em investimento estrangeiro direto projetados para 2025, juntamente com iniciativas estratégicas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (PBI).
A biotecnologia representa um ponto forte fundamental, com o Brasil reconhecido como um laboratório global para soluções escaláveis que reduzem a dependência de insumos químicos. O mercado de biotecnologia agrícola atingiu US$ 914 milhões em 2025 e projeta-se um crescimento sustentado até 2034, impulsionado principalmente pela sua adoção nas culturas de soja e milho.
Instituições como a Embrapa, uma das organizações de P&D agrícola mais avançadas do mundo, continuam a impulsionar a inovação por meio de programas focados em agricultura de baixo carbono, digitalização e práticas regenerativas.
Onde a cadeia de valor agroalimentar se conecta
Nesse contexto, o World Agri-Tech South America Summit retorna a São Paulo nos dias 23 e 24 de junho de 2026, reunindo 600 líderes globais de toda a cadeia de valor agroalimentar. Em sua sétima edição, o evento se concentrará na expansão da agricultura sustentável, na aceleração da adoção de agtech e na abertura de novas oportunidades de investimento na região.
Tomadores de decisão de empresas de bens de consumo, produtores, agronegócios, fornecedores de tecnologia, investidores e formuladores de políticas se reunirão para discutir temas-chave como:
- Expansão de biotecnologia e agricultura regenerativa
- Eficiência impulsionada por IA e adoção de robótica
- Rastreabilidade e conformidade regulatória em mercados globais
- Sistemas pecuários de próxima geração e redução de emissões
- Tendências de investimento que moldam o ecossistema de agtech na América Latina.
O programa contará com a participação de Silvia Massruhá, Presidente da Embrapa, juntamente com líderes do agronegócio, inovadores e investidores. Os participantes assistirão a painéis, apresentações de startups, sessões de networking e reuniões individuais, todas com o objetivo de fomentar alianças estratégicas e impulsionar a inovação. Um momento crucial para a agricultura sul-americana.
Diante dos desafios climáticos, das complexas cadeias de suprimentos e da crescente demanda global por alimentos, a colaboração em todo o ecossistema é mais importante do que nunca. A América do Sul está em uma posição única para oferecer commodities competitivas, sustentáveis e rastreáveis aos mercados internacionais — e 2026 será um ano crucial para consolidar sua liderança em inovação agrícola.
Diante desse cenário, o World Agri-Tech South America Summit é o principal ponto de encontro para aqueles que estão moldando o futuro da agricultura na região.








