Parceria entre Ministério da Agricultura, Tecpar e Biogénesis Bagó fortalece a proteção do rebanho nacional e amplia a segurança para as exportações brasileiras
(Foto: Biogénesis Bagó/Divulgação)
O Brasil deu mais um passo na consolidação de sua defesa agropecuária ao inaugurar o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, estrutura estratégica destinada a ampliar a capacidade de resposta do país diante de eventuais emergências sanitárias.
Instalado na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, o banco foi oficialmente entregue no último dia 17 de julho em uma iniciativa conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e da empresa de biotecnologia.
A criação do banco ocorre em um momento estratégico para a pecuária brasileira. Após conquistar o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil passa a contar com uma reserva dos principais sorotipos do vírus, o que permitirá a produção rápida de vacinas caso seja necessário conter um eventual foco da doença.
A medida fortalece o sistema nacional de defesa sanitária, protege o maior rebanho comercial do mundo e busca preservar a confiança dos mercados importadores de carne bovina brasileira.
A cerimônia de inauguração reuniu o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, autoridades brasileiras e argentinas, representantes do setor produtivo e executivos da indústria de saúde animal.
Durante o evento, o ministro destacou a relevância da iniciativa para a política sanitária nacional.
“A história da defesa sanitária brasileira passa a ter um antes e um depois da implantação do Banco Nacional de Antígenos. Esta estrutura fortalece nossa capacidade de resposta e consolida o Brasil entre os países com os mais elevados padrões de proteção sanitária do mundo.”
Segundo o presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a criação da estrutura representa a continuidade do planejamento adotado pelo país após a retirada da vacinação contra a febre aftosa.
“O Banco Nacional de Antígenos representa planejamento, prevenção e responsabilidade. É uma estrutura concebida para garantir que o Brasil esteja preparado para responder com rapidez e eficiência a qualquer eventualidade sanitária, preservando um patrimônio fundamental para a economia nacional”.
A operação do banco é resultado da cooperação entre instituições públicas e iniciativa privada. Para o Country Manager Brasil da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman, a parceria consolida um modelo de atuação voltado à prevenção.
“Este banco simboliza anos de cooperação e confiança entre instituições públicas e privadas. Mais do que uma estrutura física, representa um compromisso permanente com a proteção da pecuária brasileira e com a segurança alimentar mundial”.
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Autoridades brasileiras e argentinas se reuniram para a cerimônia de entrega do Banco Nacional de Antígenos. Foto:
Divulgação Biogénesis Bagó
Na avaliação do gerente de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Biogénesis Bagó Brasil, Fabrício Bortolanza, o projeto integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da vigilância sanitária nacional.
Para ele, a criação do Banco Nacional de Antígenos materializa uma das ações estratégicas previstas pelo Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).
“Mais do que uma estrutura de contingência, ele representa o compromisso permanente do Brasil com a prevenção, a rápida resposta a eventuais emergências sanitárias e a manutenção do status internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação. É um exemplo de como a cooperação entre governo, instituições públicas de pesquisa e iniciativa privada fortalece a defesa agropecuária nacional”.
O Banco Nacional de Antígenos integra as ações previstas pelo Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), coordenado pelo Ministério da Agricultura.
O programa foi responsável por conduzir a transição do país para o status sanitário sem vacinação e prevê o fortalecimento contínuo da capacidade de prevenção, vigilância e resposta rápida a possíveis riscos sanitários.
Além de reforçar a segurança do patrimônio pecuário brasileiro, a nova estrutura também busca ampliar a confiança internacional na proteína animal produzida no país. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o banco representa um diferencial competitivo para o setor exportador.
“O Banco Nacional de Antígenos representa uma garantia adicional para preservar a confiança conquistada pelo Brasil junto aos mercados internacionais e reforça a segurança sanitária de toda a cadeia exportadora.”








